Brasil

Não se vota em palhaço para vereador, o Legislativo não é circo!

Desde o processo que afastou a presidenta Dilma, a Câmara dos Deputados e o Senado ganharam a atenção da mídia e a vigilância da população, essa supervisão pública se intensificou com a posse do presidente Bolsonaro, sem um plano de governo, ou projeto de país, o extremista de direita jogou no colo do Legislativo o protagonismo das decisões mais importantes do Brasil que antes eram encabeçadas pelo Executivo — vide o abuso de poder na forma de omissão cometido pelo Ministério do Meio Ambiente durante a crise do derramamento de óleo nas praias do Nordeste no ano passado —, entretanto, essa atenção não se refletiu na esfera municipal do poder Legislativo.

As câmaras de vereadores ainda são microcosmos obscuros, muitos são os municípios em que o princípio administrativo da Publicidade é descumprido, os munícipes não sabem os nomes dos vereadores, suas decisões, quais os projetos votados e aprovados por eles para receber o fomento dos recursos públicos. Logo, cobertos por essa nuvem de anonimato, os vereadores se sentem alheios ao princípio da Prevalência do Interesse Público, aprovando medidas pouco condizentes com o momento de crise econômica que o país enfrenta, mas, é dever deles, assim como do prefeito, fazer com que os moradores do município ao qual eles governam, tenham acesso as pautas em debate, e as medidas tomadas por eles devem sempre ter como guia o interesse público (interesse comum a todos os cidadãos).

Por isso, é vital que você se esforce para votar de forma crítica, votar requer preparação, o ato do voto no dia da eleição é rápido, mas suas escolhas vão durar quatro anos. O exemplo nacional é altamente ilustrativo, sem um legislativo consciente, formado por deputados e senadores politizados e com compromisso social, Bolsonaro teria emplacado um auxílio emergencial de apenas 200 reais, ousando fazer inferências baseadas nos discursos e analisando atuais medidas de Bolsonaro e seu posto Ipiranga Paulo Guedes, nem mesmo o SUS (indispensável para o enfrentamento dessa crise sanitária) resistiria ao desmonte idealizado pela dupla se não fosse a manifestação de deputados e senadores se opondo à medida inconstitucional.

O golpe contra a presidenta Dilma, que jogou o país em um precipício de ininterruptas crises políticas, com consequente ascensão de um líder reacionário de extrema direita, serve de lição, escolha bem seus vereadores, eles podem ser nossa última defesa contra líderes autoritários e corruptos ou nós dar o empurrão que falta para cairmos no precipício.

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