Brasil

ÀS RUAS PARA CONSTRUIR UM NOVO FUTURO

A juventude sempre teve um papel fundamental na história do país. Foi vanguarda na luta contra a ditadura, atuou nas trincheiras pela redemocratização, assim como foi protagonista de importantes mudanças políticas.

Nos dias atuais, não é exagero afirmar que estamos diante do que talvez seja o maior desafio político da nossa geração, uma vez que temos a tarefa de ser resistência ao governo genocida de Bolsonaro, ao mesmo tempo em que somos convidados a reavivar um grande projeto de mobilização que seja  apaixonante e apaixonado pela possibilidade de reinventar o Brasil, o futuro e a vida da juventude.

Neste sentido, visualizar o que acontece na conjuntura hoje passa por compreender a importância que o dia 19 de junho e a retomada da ocupação das ruas assumem para as juventudes.

Este ímpeto não se dá em um espaço vazio: ser jovem no Brasil de Bolsonaro é constantemente assistir seus sonhos e planos de vida serem destruídos, uma vez que temos no país desde 2016 uma estrutura política e econômica que gera uma armadilha de ausência de perspectiva no ciclo de vida de jovens.

Essas questões podem facilmente ser identificadas quando observamos um estudo chamado Youth Barometer (algo como Termômetro da Juventude, em tradução livre) que mostrou que o otimismo dos brasileiros com idades entre 16 e 25 anos está no menor patamar da última década. 

Neste quadro preocupante, a chegada do novo coronavírus acentuou de forma significativa estes problemas. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas Social aponta que os jovens brasileiros estão mais tristes, preocupados e pobres, sendo estes os que mais perderam renda durante a pandemia.

A mesma pesquisa demonstra que a taxa de desocupação na faixa dos 15 aos 29 anos subiu de 49,37% em 2019 para 56,34% em 2020. Também aumentou com a pandemia o número de jovens que não estudam nem trabalham, chegando a mais de 25% no final de 2020. 

Além disso, de acordo com a 2ª edição da pesquisa “Juventudes e a Pandemia do Coronavírus”, disponível na plataforma Atlas das Juventudes, 56% dos jovens entre 15 e 29 anos interromperam os estudos por causa da pandemia.

Somado a isso, temos ainda a corrosão do tecido de proteção social, que se mostra alarmante quando verificado que somente em 2020, pelo menos 28% dos jovens enfrentaram a falta de dinheiro para comprar comida.

Ou seja, motivos não faltam para protestar, já que a luta contra Bolsonaro é a defesa da vida. 

Desta forma, a história mais uma vez convida as juventudes a irem às ruas para defender a educação, a vida e a democracia. Portanto, neste 19 de junho, organize sua revolta para juntos construirmos, sem pedir licença, um novo futuro.

Hugo Almeida

Militante do Coletivo ParaTodos e Diretor de Universidades Privadas da UNE.

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