Brasil

Masculinidade frágil, o atraso do século

É muito comum no dia a dia se ouvir frases rotulando um comportamento padrão e generalizado para o gênero masculino. Como a família moderna do sec.XXI educa seus filhos homens quando a questão é seu comportamento na sociedade ? E como os outros gêneros presentes são afetados diante desse cenário.

A necessidade de se sobrepor sobre o outro sempre foi uma realidade muito presente na sociedade. Com certeza você já viu um homem se gabando de quantas mulheres ele “pegou” na festa. Por outro lado, se seu colega disser que não ficou com ninguém, ele é rotulado como sendo menos homem que seu amigo. A falta de segurança e de humanidade em muitos do gênero masculino, acarreta um atraso gigante ao gênero, e de certa forma, outras pessoas são afetadas por esse atraso.

   O pensamento de superioridade desde muito cedo esteve presente no mundo masculino, o que poucos questionam é que talvez, boa parte dessa superioridade pode ter origem na masculinidade frágil que é ensinada desde muito cedo na vida de uma criança. Alienado pela ideologia de que um homem de verdade não deve ser sensível, o gênero masculino cresce achando que a sensibilidade é uma característica exclusivamente feminina, e que os homens que não concordam com essa ideia, são menos másculos.

   Quando o assunto é higiene básica é notável a escassez de formação. O exame de toque para a prevenção do câncer de próstata ainda é um tabu na vida de muitos homens. Um estudo da Bayer, feito em parceria com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) com homens acima dos 45 anos, descobriu que 49% nunca realizaram o exame de toque prostático. Desse total, 26% disseram que não o fizeram porque o médico nunca pediu, 24% não gostam ou acham pouco “másculo”, 22% não têm sintomas ou idade para realizar, 15% consideram o exame de sangue suficiente e 13% não acreditam que o exame seja necessário.

   Quando uma ideia atinge de forma negativa a sociedade em que ela se faz presente, é necessário que tenha a desconstrução da mesma. Um ideal que aprisiona e limita um gênero, e acaba fazendo com que todos os outros ao seu redor sejam feridos, significa que essa ideia deve ser abolida. Muitas vezes, um comportamento de superioridade masculina pode resultar em machismo e (ou) homofobia.

   Uma cor, um esporte, uma roupa ou uma característica pessoal são totalmente incapazes de deduzir a qual gênero um ser humano pertence. Portanto, não deve existir um comportamento padrão específico para cada gênero, e sim uma postura específica para cada pessoa, pois a ideologia particular de cada ser influencia no seu comportamento , e não um padrão generalizado para todo um gênero.

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